Meteo Queluz

Orvalho PDF Versão para impressão

O orvalho é um fenómeno físico no qual a humidade do ar precipita por condensação na forma de gotas pela diminuição brusca da temperatura ou em contacto com superfícies frias. É o processo contrario da evaporação.

É um fenómeno vinculado a capacidade do ar para incorporar e reter vapor de água. Para uma dada temperatura há um conteúdo máximo de vapor que pode ser incorporado ao ambiente. Esta capacidade máxima cresce a medida que a temperatura do ar aumenta. Assim, ao nível do mar, um ambiente a 30°C pode conter um máximo de 27 g de vapor/kg de ar seco. No mesmo ambiente, a 0 °C, só pode incorporar um máximo de 4 g de vapor/kg de ar seco. Desta maneira, com uma queda de temperatura no ambiente, ocorre uma condensação do excesso de vapor de água. Uma das formas de produção do sereno tem a ver com o esfriamento nocturno do solo e da camada de ar adjacente devido a perda de energia por emissão de radiação infravermelha. A formação do sereno é muito comum nas noites de tempo tranquilo e calmo, quando a temperatura baixa do solo afecta o ar, fazendo o vapor atingir o ponto de saturação.

Depósito de gotas d'água resultantes de condensação de vapor na superfície de objectos que permanecem ao ar livre durante a noite, o orvalho forma-se nas noites claras porque nelas as superfícies descobertas irradiam calor para a atmosfera. A menos que essa perda seja compensada por uma produção eficiente de calor no interior da superfície, esta se resfriará. A maior parte dos objectos - inclusive folhas de capim e pétalas de flores - irradiam calor melhor que o ar e ficam durante a noite mais frios que este. As superfícies frias esfriam o ar à sua volta; se suficientemente húmida, a temperatura fica abaixo de seu ponto de orvalho. O vapor então passará, por condensação, do ar para a superfície.

A formação de orvalho é mantida pela difusão de vapor d'água, podendo ser classificado em: formado quando o vapor d'água se difunde no ar em direcção ao solo e formado pelo vapor d'água que se difunde da superfície do solo.

Embora a água esteja presente na atmosfera, em maior ou menor quantidade, a sua presença é geralmente invisível, porque se encontra sob a forma de vapor. De vez em quando, no entanto, condensa-se, formando nuvens que fornecem alguns indícios acerca da evolução do estado do tempo.

A água entra na atmosfera pelos processos de evaporação e de transpirarão. Mais tarde, volta à terra sob a forma de precipitação e, assim, completa o ciclo da água (ciclo hidrológico).

Para compreendermos estes processos e prevermos o futuro estado da atmosfera, temos de estudar as variações que ocorrem na humidade e estudar os métodos utilizados a para medir.

O ar húmido - Além dos componentes do ar seco, indicados no quadro 2-1 a atmosfera contém uma quantidade variável de vapor de água.

A mistura de ar seco e vapor de água chama-se ar húmido. Antes de estudarmos as características do ar húmido ternos de considerar alguns dos processos pelos quais a água passa de um estado para outro.

Os três estados da água - Como já foi referido anteriormente, a água à semelhança de muitas outras substâncias existentes na Terra, pode aparecer nos três estados da matéria. Para a água os três estados são os seguintes: - estado sólido – gelo; estado líquido – água; estado gasoso - vapor de água.

A água pode passar de um estado para outro, quer directa quer indirectamente. Os processos pelos quais a água passa de um estado para outro são: fusão; sublimação; evaporação; condensação; condensação sólida e congelação ou solidificação.

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